Personas de Maria

Pituquinha, Tuca Tuquinha, Filhotinha, Florzinha, Amore, Amor de mãe, Pititinha, Pituca, Pititita, Filhinha, Pequetitinha, Meninica, Maricotinha… enfim, MARIA! Todas essas apelidos carinhosos – se é que me lembrei de todos – com os quais chamo minha filha são no mínimo curiosos (e bobinhos, reconheço). Mas pensar sobre como esses apelidos surgem, se apoderam da nossa boca e tentam tomar o lugar do nome próprio sem a gente perceber é ainda mais curioso. Primeiramente, para que tanto nome para se referir a uma pessoa só? E por que quase todos no diminutivo? De que lugar criativo (e non sense) da minha consciência eles saíram (se é que surgiram conscientemente)? Por que trocar um nome tão lindo, escolhido com tanto carinho, por esses termos tão estranhos?  Já me peguei pensando nisso e não consegui achar uma resposta. Difícil precisar em que momento eles surgem, em que momentos eles são mais usados (alguns em brincadeiras, outros em trocas de carinho, outros até mesmo numa repreensão de leve…). De fato, se alguém tiver alguma ideia sobre isso, mate, por favor, minha curiosidade. Divagando um pouco, talvez seja uma tentativa de plurarizá-la, de tê-la de todas as formas por perto, de multiplicá-la em meu coração, de extravasar um sentimento de que ela vale por muitas. Tentativa em vão, pois Maria é, absoluta, no singular.

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